A chegada do irmão! Como lidar com os ciúmes

Olá Mamães! Hoje o post vem com o título “A chegada do irmão“. Isso pois é algo que esta fazendo parte da minha vida e logo logo, o irmão do AC irá chegar de definitivo.

Eu ainda não sei como será, mas tenho me preparado, seguindo as dicas da pediatra do meu pequeno e tentando prepara-lo para quando o JC chegar.

Não sei como será, afinal o novo bebê da casa não chegou, mas vale colocar aqui para vocês o que tenho aprendido.

Quando soube que estava grávida, segui os conselhos da Dra. Elizabeth (pediatra do AC e será pediatra do JC também), de não ficar o tempo todo falando ao meu filho, que ele teria um irmãozinho. Por ter apenas dois anos, não compreenderia muito bem o que seria aquilo.

Ele ainda dormia no berço, sendo assim comecei a providenciar sua mudança para o outro quarto e para a cama. Isso não foi um problema, pois ele amou o quartinho novo, com decoração lúdica e seus brinquedinhos agora em seu alcance. Mas a decoração do quarto para o bebê, só montei em definitivo quando já estava com seis meses. Ele tem ido ao quarto, pega alguns bichinhos da decoração, pede para ver o que tem dentro do berço, fica apontando para a nova decoração, falando sobre os novos quadros presos a parede, mas logo sai do quarto.

Sempre o chamo quando estou organizando os objetos do JC. Ele me ajuda a colocar as roupinhas nas gavetas (do jeito dele, claro!), coloca os ursinhos de volta ao lugar e tem obedecido quando digo que os brinquedinhos do armário são do neném e por isso não podemos brinca-los com eles ainda.

Minha barriga já esta bem grande. Mostro a barriga para ele e falo que o JC mora dentro da barriga da mamãe. Ele dá beijos, pede para ver a barriga, aponta para ele e a chama de JC e por ai vai. Mas ainda esta tudo tranquilo, não é mesmo? O bebê esta lá dentro, quietinho no canto dele – rsrsr.

Mas peço muito a Deus, discernimento para que eu possa cuidar dos meus dois filhotes com muita paciência e amor. Afinal, sei o que ficarei cansada quando o bebê nascer e vou precisar de muita disposição para cuidar e dar atenção aos dois.

Vou dividir aqui um artigo bem interessante, do Dr. Leonardo Marcos Posternak, autor do livro “E agora, o que fazer? A difícil arte de criar filhos.”


 

ciume de irmãos

Quase sempre desejamos e fantasiamos que nossos filhos construam um exemplo de vinculo amoroso e solidário, no qual apenas o afeto tenha lugar e os conflitos sejam inexistentes. Esquecemos que nossa própria relação fraterna não foi e nem sempre é um mar de rosas e que situações de ciumes e rivalidade existem até entre adultos. Não seria esse desejo de uma relação pura e angelical entre nossos filhos uma projeção daquilo que não conseguimos?

As crianças sempre tiveram e sempre terão ciumes dos irmãos. É natural sentir mágoa com a perda do trono, e leva tempo para apagar o amargo sentimento de achar que os pais precisam de outro filho para se sentirem justificados, de aceitar a perda da atenção para aquele “intruso” e ter que aprender a dividir.

Cada filhos tem características que influenciam as condutas de pais e mães. Embora fiquemos surpresos e aborrecidos quando percebemos, a verdade é que cada um desperta em nós sentimentos diferentes. É comum dizer “meus filhos são todos iguais, os amo da mesma forma e não faço nenhum tipo de distinção”, porém a ligação, a qualidade e a manifestação dos afetos por cada um não são as mesmas. Cada filho é uma entidade única, que tinge o resto da família com cores muito peculiares. Não é a mesma coisa ser o primeiro, o do meio ou o caçula. Os pais também são diferentes a cada nascimento por estarem em distintas etapas de amadurecimento, segurança econômica e experiencia de vida.

E como amenizar o ciúme?

Se o primogênito for criado com carinho e firmeza, com limites e sem muitos privilégios, saberá que a frustração existe e não mata. Se a chegada do novo bebê for trabalhada adequadamente, o ciúme não será tão intenso. Por isso, não pergunte a ele se quer ou não ganhar um irmãozinho ou se ele prefere que seja menino ou menina; afinal, sua escolha não irá fazer diferença. Quando ele  manifestar alguma preferência, explique que isso é algo que independe da vontade de vocês.

A gravidez deve ser comunicada desde o começo para que a criança sinta sua participação no processo (como escrevi no inicio, a Dra. Elizabeth, não acha conveniente falar para crianças muito pequenas, pois elas não entendem muito bem e ficam ansiosas por não verem o novo bebê, que por sinal, irá demorar muito ainda para chegar). Porém, não se deve sonhar com o amor fraternal logo de cara. A dor e o sofrimento do mais velho ante o nascimento do irmão devem ser temperados com atenção e carinho. A notícia da gravidez desacompanhada de uma conduta afetiva adequada dos pais pode despertar um sentimento forte de rejeição. 

A fase crítica termina quando a criança tem absoluta certeza de que o nascimento do irmão não fez com que ele perdesse o amor dos pais. O tempo necessário para que ele contorne esse sentimento de perda é, aproximadamente, de 6 a 9 meses.

A existência de um irmão coloca a criança em contato com o desequilíbrio e a insegurança. Ao mesmo tempo, o prepara para enfrentar situações semelhantes no futuro. A rivalidade é uma experiência social necessária e engloba a capacidade de compartilhar. Permitam que a relação entre irmãos seja particular e privativa, com seus próprios pactos, leis e conceitos de justiça. As corriqueiras brigas e punições que aparecem entre eles durante uma brincadeira ou uma tarefa conjunta não devem motivar a intervenção dos pais como se fossem os agentes de justiça. Primeiro porque se depara com uma situação já em evolução, sem que tenha conhecimento de sua totalidade. Segundo porque, por mais justos e imparciais que tente ser, isso é impossível. Afinal, o senso de justiça no mundo infantil e adulto é diferente. Terceiro porque não se deve intervir para “fazer justiça”, e sim para pesquisar se existe uma razão profunda que esteja distorcendo o vínculo entre os irmãos.

Children swear

Os pais tomam partido sempre por aquele filho que consideram mais desprotegido, exigindo que o mais velho tenha uma postura tolerante e protetora. Essa é uma atitude errada, já que todos os filhos precisam ser cuidados e respeitados por igual.

Pensar sobre isso é importante para que os filhos possam atingir um desenvolvimento psicofísico adequado. Fora isso, a criança merece reflexão permanente dos pais a respeito de questões que envolvem sua criação.


Então é isso! Vamos ver como será depois que o JC nascer.

Conto depois!

Abraços!

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